34 anos entre César e Dayana. O romance começou durante uma, ou melhor, muitas danças. Os pombinhos estão noivos e o matrimônio está sendo planejado para a primavera de 2011. Este é o início de uma história que trás alegrias e enfrenta obstáculos. Mas que história de amor não é assim? César se sente mais jovem ao lado de Dayana, e ela, mais mulher.

A diferença de idade dá o que falar entre os amigos e os que os vêem juntos. Mas o importante mesmo é que o romance está no ar.

Ricardo Conde, professor da Universidade Federal do Espírito Santo, nos contou uma experiência interessante que teve com o Pompoarismo numa viagem que fez à Tailândia. Lá, os shows de “halterofilismo pompoarístico” são populares e atraem um amplo público. Alguns acham estranho, já outros adoram o espetáculo.

Ouça e divirta-se!

Elque Garcia Souza, 32 anos, dá palestras sobre Pompoarismo e é praticante há mais de 8 anos. Ela nos conta que conheceu a técnica após um parto normal, quando percebeu que seu corpo não estava tão firme como antes. Procurou um ginecologista que lhe indicou exercícios de Kegel, daí se interessou pelo assunto e foi a fundo, descobrindo a arte de pompoar.

Então vamos ao que interessa! Elque ensina como começar a prática. O primeiro contato com essa ginástica vaginal é feito com o uso de um colar tailandês, que são bolinhas presas a um cordão. Com essa ferramenta nas mãos, a mulher deve introduzir as bolinhas na vagina uma a uma e contrair por dez segundos para depois relaxar, repetindo o exercício algumas vezes. Segundo Elque, esse colar vai dar uma habilidade incrível, a mulher vai descobrir a sua musculatura e a capacidade que ela tem para fazer o que vier na imaginação. Esse processo dura geralmente duas semanas e pode ser alternado com uma outra prática que é a prática de prender o xixi. A mulher deve, apenas uma vez ao dia, prender o xixi e soltar, por três vezes. Ela não pode fazer isso todas as vezes que for urinar pois pode ocasionar uma infecção urinária.

Depois dessa fase, a mulher vai evoluir o estágio e passar a utilizar outra ferramenta: a bolinha ben wa (duas bolas presas a um cordão). Essas bolas já são um pouquinho maiores. Deve-se  utilizá-las da mesma forma que o cordão tailandês. Esses exercícios são apenas o início, existem muitos outros que vão sendo adquiridos com a prática. O conhecimento no assunto nunca acaba, e para ela é muito importante estar se atualizando sobre a técnica para se aperfeiçoar nessa prática excelente.

Elque ressalta que os homens adoram e se sentem muito curiosos com a prática. Ela conta que já recebeu várias ligações de maridos que ligam pedindo que suas mulheres possam participar dos workshops que ela dá sobre pompoarismo. Além disso, comenta sobre a freqüência com que as mulheres procuram por essa prática, e sobre a importância de adquirir o conhecimento na área.

Para saber mais sobre a entrevista, coloque o fone e vamos pompoar, ops, ouvir!

Entrevista – Elque Garcia Souza, palestrante de pompoarismo

Nós, do SexoColetivo, resolvemos pesquisar se a técnica do pompoarismo é conhecida pela galera que frequenta o mesmo ambiente que a gente. Então, perambulamos pela Universidade Federal do Espírito Santo com uma pergunta na cabeça e uma câmera na mão: “Para você, o que é pompoarismo?”

O resultado foram respostas inusitadas e esclarecedoras, confiram: 

Tá bom, se você nunca ouviu falar, não faz a mínima ideia do que seja, e o máximo que pode passar pela sua cabecinha inocente é que isso se trata de uma fantasia sexual com pompons, a gente explica. Lembrando que tudo aqui é puramente educativo, ok?

Você, girl, sabia que pode fazer loucuras com o que você esconde entre as pernas? Como fumar um cigarro colocado entre os lábios vaginais, sugar uma banana com a vagina e esmagá-la, levantar objetos pesados, lançar objetos à distancia, abrir garrafas, sugar água e retê-la na vagina, dançar e depois liberar a água, tocar alguns instrumentos, dentre outras demonstrações.

Pompoarismo é uma técnica oriental antiga, utilizada por mulheres, que consiste em contrair e relaxar a musculatura do períneo, a fim de explorar com maior intensidade a satisfação sexual, tanto sua como de seu parceiro.

Mas calma, não adianta ficar empolgadinha e tentar sair por aí fazendo piruetas, porque para se chegar a esses níveis, é preciso muita prática. E para você que achou muito bizarro e coisa de gente devassa, a prática não se limita a malabarismos vaginais, pelo contrário. A técnica deve ser tratada com seriedade, e inclusive muitos médicos recomendam e garantem que é saudável e traz diversos benefícios à mulher.

 Ficou curioso? Então saiba mais.

 Algumas coisas que você pode fazer pompuando.

Alguns acessórios que ajudam a prática.

Todo mundo tem uma história bizarra para contar. Mas é claro que quando se trata “daquele assunto” a galera fica tímida e prefere guardar só na memória o que acontece entre quatro paredes (ou em lugares mais inusitados). Porém, nós, do SexoColetivo, fomos atrás de gente que não tem vergonha de botar a boca no trombone e contar suas experiências sexuais. Entre os corajosos, um aluno do curso de artes da Ufes conta o fato inesquecível que lhe ocorreu aos 14 anos, um jovem declara o que fez nas alturas, uma moça conta porque desistiu na hora H e um aluno do curso de Geografia da Ufes assume uma loucura que fez na calourada.

Ficou curioso né? Então não perde mais tempo e confira agora o podsexy relacionado ao tema principal deste Blog, com direito a gemidinho e tudo mais.

Delicie-se.

O blog Sexo Coletivo apresenta um relacionamento incomum que está dando muito certo. Confira e inspire-se..

Confiram o vídeo em que Tom Zé vai ao programa do Jô e faz uma análise do funk “Tô ficando atoladinha” e conclui que se trata nada mais nada menos de um metarefrão micronotal e polisemiótico! E em meio às suas divagações musicais, o cantor faz uma relação da crescente tonal com o alcance do orgasmo feminino, faz críticas à igreja católica e reacionários em geral e, ainda por cima (opa!) cita estastísticas assustadoras relacionadas a quantidade de jovens que não alcançam o orgasmo.

Atenção: Segundo Tom Zé, se você ouvir este refrão várias vezes, poderá acumular energia suficiente para se masturbar.

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Elis

Noite de quinta-feira. Lua cheia. 15 de Janeiro.  Elis espera ansiosamente na frente de um motel. 12 cm acima do chão, seus calcanhares doem. Os elásticos de sua lingerie incomodam e a maquiagem feita às pressas chama a atenção dos que passam. Um táxi pára em sua frente, uma das portas traseiras se abre e um jovem atraente se apressa para o encontro marcado. De costas, a mulher apaga um cigarro ainda pela metade e aguarda de braços cruzados.  Se vira. O jovem reluta em acreditar no que vê. Ela tenta segurar o riso, mas não agüenta, e os dois caem na gargalhada. “Surpresa!”, diz Elis deixando mostrar o que o sobretudo escondia. Ele elogia a produção e os dois seguem abraçados até a recepção. Pegam uma chave e vão para o quarto.

Cabelos cacheados volumosos, queimados de sol. Negra. Baixinha. Fala devagar e gesticula muito. Gírias: maluco, bagulho, outras mil. Palavrões: todos os possíveis. Sem pudores para falar de qualquer assunto. Trabalha muito, dorme pouco, está sempre com olheiras.

Elis, ao contrário do que parece, é professora de redação.  E o jovem atraente, seu companheiro. Casados? Quem sabe. Há nove anos vivem todas as formalidades de pessoas casadas, as boas e as ruins, menos o papel. Na verdade eles preferem descrever o relacionamento aberto com as palavras: “a gente lancha fora de casa”, mas não fazendo disso definição única para o que vivem.

A mudança

No início, o medo de ser traído, de deixar de ser o centro das atenções e a insegurança que permeiam a vida de todos os casais, estavam também presentes na relação de Elis. Seus pensamentos só começaram a mudar três anos depois de estar casada, quando presenciou de perto todas as dores e sofrimentos do final de um casamento, que durara sete anos.

Aconteceu de uma pessoa próxima sofrer uma traição, ser enganada pelo parceiro. Então, Elis começou a se questionar se valia a pena ficar sozinho e sofrendo o engano, abandonar a pessoa que ama sem tentar entender a situação e os motivos que o levaram a se interessar por outro alguém. Se escolhesse perdoar e continuar o relacionamento, poderia apenas sofrer o engano, processá-lo e trabalhar uma forma de lidar com isso com maturidade e respeito, sem o sentimento de posse e sem ficar sozinho.

A teoria que Elis soube tão bem fazer sobre a vida alheia transformar-se-ia no seu modo de viver quando Toni, seu companheiro, teve uma experiência fora do casamento. Elis sentiu a dor e o sofrimento de uma traição, que passou a ter outro significado na concepção do casal, reconstruindo o significado de cumplicidade. “Trair é contar mentira para a pessoa que está sempre ao seu lado, em benefício de um lanchinho da madrugada”, afirma.

As regras…

Para que a relação desse certo, foi necessário estabelecer um novo pacto que continha novas regras. Uma delas é a proibição de relações com colegas de trabalho e amigos em comum. Se a regra for violada, o pacto exige que se afaste da pessoa. Isso já gerou diversas situações engraçadas.

Em dezembro, Toni ficou com uma menina de um lugar que ele e Elis freqüentam. Pelo pacto, Toni não podia mais falar com a menina, mas ela não sabia nem das regras, nem que Elis sabia que os dois tinham ficado. A menina continuava chamando Elis para sair, convidando para festas e sempre dizia “Leva o Toni”, “O Toni não fala mais, comigo, você sabe se ele está chateado, se aconteceu alguma coisa?”.

Um dia Elis se cansou da sonseira e respondeu: “Aconteceu uma coisa sim: é que pelo nosso pacto, ele não pode comer ninguém com quem eu conviva, e como ele te comeu, agora, cumprindo o pacto, ele não pode mais se relacionar com você, senão vira casinho barato e somos contra sociedades prolongadas”.

“Como a garota não conseguiu mover os lábios, os olhos cheios de lágrimas e as pernas do lugar e eu tava atrasada pra minha aula, tive de pedir licença e ir dar aula… O estranho é que ela não fala mais comigo! O que eu tenho a ver com isso?”

Elis acredita na liberdade e condena a hipocrisia. Tem certeza que a maioria das pessoas comprometidas desejam outras pessoas. Quando a pessoa se sente presa, aspira liberdade,  e quando  ‘pulam a cerca’ que as prende, acabam condenadas.

Não reprime o seu desejo nem o do seu companheiro. Ninguém manda, mas obedecem. Sem que haja comando, obedecem ao bom senso,  ao respeito, ao carinho e a cumplicidade , que fazem da relação uma relação.

Um pensamento fora do padrão. Mas quem foi que inventou esse padrão? “Não criei, não concordo,não aceito”. Argumenta com convicção a professora. Comprometida com suas vontades, em seu relacionamento a porta fica aberta, ambos tem o direito de ir e vir e se voltam, Elis acredita que é porque estão unidos.

Música pós-crônica:

Esse é da terra…

O Espírito é Santo, mas a Carne é Fraca

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